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Tentativas Literárias

“RN22 – O Silêncio na Fonte….

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  Primeira Pessoa: Conto por Eric Oliveira Costa e Silva. Em 1997, a fonte da vida se tornou fonte de medo. A água que saciava a cidade de Presidente Prudente estava ferida, envenenada por algo que ninguém sabia nomear. Quando os portões da mesma na FCT-UNESP se fecharam para conter a contaminação, um silêncio denso se espalhou pela cidade. Um nome começou a surgir nos corredores acadêmicos: RN22 . Eu era apenas um voluntário quando decidi mergulhar naquilo que chamavam de perigo. Disseram-me: “Espere pelo funcionário, ele trará os equipamentos de segurança.” Esperei por alguns minutos. Mas, na minha cabeça, cada gota perdida era uma sentença para a cidade. Quando ele chegou, sorridente e atrasado, eu não quis ouvir nada. Arranquei-lhe os aparatos das mãos e mergulhei fundo na abertura, em busca de uma amostra que poderia salvar milhares. Naquele instante, a ciência para mim não era teoria, nem mesmo um aparato simbólico surreal: era urgência. Anos depois, no limiar do novo milêni...

O Comando de Previsibilidade e a Operação Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida.

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Eric Oliveira Costa e Silva      Na ocasião do derramamento de óleo na costa do Brasil em 2019, o ex-presidente Bolsonaro colocou-me como Comandante de Previsibilidade da Operação Amazônia Azul — Mar Limpo é Vida. Nesse ínterim, a memória me traz a lembrança de tudo que foi dito nos telejornais, em especial os da rede globo de televisão, destas lembranças surge a realidade de que nenhum contato destas equipes de telejornais o contato direto foi feito.  Ninguém acreditava na possibilidade de montar um modelo padrão para prever os lugares onde as manchas iriam surgir. Como minha pesquisa de Doutorado apontava para tal possibilidade de evento, passei a construir os mapas de onde surgiriam as manchas.  Creio que devido às minhas posições históricas, uma das motivações para o Bolsonaro me colocar no Comando de Previsibilidade estava a métrica política, uma vez emanava a possibilidade de colocar o erro e a catástrofe ambiental na esquerda.  Ressalto que o trabalh...

Conto: O Relógio Global

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Conto Eric Oliveira Costa e Silva.      No ano de 2021, o mundo se viu à beira do abismo. As bases ultra secretas das grandes potências bélicas, escondidas nas profundezas dos oceanos, estavam em estado de eclosão. O que antes era apenas um sussurro nas sombras da política internacional agora se tornava um grito ensurdecedor. Eric Oliveira Costa e Silva, um doutor em Ciências Cartográficas, observava a situação com um misto de preocupação e determinação. Ele sabia que as estruturas que sustentavam a segurança global estavam em risco, e a vida humana na Terra dependia de sua intervenção.      As bases, que não constavam em nenhum mapa, eram um símbolo do poder e da opressão. Eric, em seu modesto quarto escritório, dedicou-se a elaborar as plantas de engenharia necessárias para a manutenção dessas estruturas. Ele acreditava que, se não fossem cuidadas, as consequências seriam catastróficas. O chamamento da ONU Mulheres, que exigia a aprovação de projetos que ...

Lapidar a Pedra Bruta

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Miniconto Eric Oliveira Costa e Silva. No lado esquerdo da coluna de Boaz está o mestre Callum e do lado esquerdo a coluna de Jaquim perfila o aprendiz Robin, os dois decorrem as primeiras impressões um do outro e o neófito Lucas fita os ornamentos em romãs, lírios e correntes a predizer de como a abóbada maçônica compreende as ordens naturais de pedra bruta milenar, a ser forjada por toda a vida. Eis então Callum, de forma mansa, apreende os ensinamentos de Ruben, “nesses dias da nova iluminação, os astros concebem frondosos as concepções dos mais atentos pedreiros livres, os nossos modos de ser, estar e permanecer frente aos temas universalizantes em vistas diametrais fundamentam a anunciação de estarmos sempre um a aconselhar o outro, Ruben, quem voz, anuncia?” Ruben, comerciante de uma loja de roupas importadas, homem de pouquíssima palavra, depois de sua iniciação passou a se apegar ao exemplo do mestre-maçom Callum e hoje com essa pergunta pode deixar claro seu modo de pensar a i...

Sou Poeta? Dizem...

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Miniconto Eric Oliveira Costa e Silva Caminho entre as lavras do mundo da poesia desde o encontro com a professora Maria das Graças Picollini na disciplina de português. Ainda no Centro Específico de Formação ao Magistério (CEFAM). Bons tempos e como não lembrar, algumas pessoas especiais daquele período, eu presenteei com poesias autorais escritas em cartão vegetal. Comemorar? Sim! Doze anos de uma conquista marcante, uma vez, no ano de 2009 com a poesia Poetas fui um dos cinquenta melhores poetas selecionados ganhadores do II Prêmio Literário Canon de Poesia. O prêmio tinha por objetivo descobrir novos talentos, promover a literatura e difundir a impressão digital de livros no Brasil e há época com a matéria do jornalista Jean Oliveira, ganhei até o selinho destinado a conteúdo próprio para as crianças leitoras do Jornal Folha da Região e um voto de aplauso da Câmara Municipal de Araçatuba. O lançamento do livro do II Prêmio Literário Canon de Poesia ocorreu na histórica Casa das Ros...

Passarinhos Passarão

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Miniconto. Now in English Scroll the Text bar Eric Oliveira Costa e Silva Eliaquim, vestido com roupa de domingo, cabisbaixo, entra ofegante pela porta do consultório, sua pele opaca, os olhos avermelhados esbugalhados e sua alma, antes rebelde, daqui em diante carregarão a nova sina do seu dever constante de reafirmação de si próprio. A recepcionista Elisa veste um terninho verde musgo, uma calça league da mesma cor e uma blusa branca e do alto da tua cadeira detentora de pequeno poder, declina a caneta sobre a escrivaninha em embaúba e leva a mão na agenda para confirmar os horários das consultas. Eliaquim com a boca extremamente seca devido às medicações caminha até o bebedouro para aliviar a sua fármaco-sede, já com o questionamento principal a martelar a sua vida e de uma vez por todas, doutor Sadman hei de dar uma resposta. Elisa, hábil no trato com os pacientes, aponta para o sofá de alvenaria almofadado do consultório particular e pede para Eliaquim se sentar, pois ainda há qui...

Adjá em Flor Real.

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Eric Oliveira Costa e Silva Draco, diante das notas da Adjá, vê nos seus sentidos, as voltas de espíritos caminhantes de um velho tempo. No Terreiro, dele soam os relógios de noites semanais, onde sibilavam letras, donde bailam vontades de um querer em lembranças rentes. Cada uma das buscas, na qual, urge no coração dos presentes a fé, o respeito e a vontade de encontrar nas almas, as soluções para suas perguntas. Sempre à espera da hora sul das ampulhetas, os olhos de Draco, não mais convidado para os trabalhos, a cada segundo de todas as horas do dia, procuram a jovem Leocácia. Um dia, as Histórias de Draco e Leocácia complementarão as odes de uma vida conjunta e tais passos, apontaram o ponteiro de tantas margens, na qual, ele, agora, triste com a distância, tende a versar pelos cantos a apontar um amor intermitente. Nas ondas oculares da rememoração dos dias de Draco no Terreiro, salta na íris, o rodado de saia branca, imponderável do traje de médium de Leocácia. As vestes, firmam ...