Passarinhos Passarão
Miniconto.
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Eric Oliveira Costa e Silva
Eliaquim, vestido com roupa de domingo, cabisbaixo, entra ofegante pela porta do consultório, sua pele opaca, os olhos avermelhados esbugalhados e sua alma, antes rebelde, daqui em diante carregarão a nova sina do seu dever constante de reafirmação de si próprio.
A recepcionista Elisa veste um terninho verde musgo, uma calça league da mesma cor e uma blusa branca e do alto da tua cadeira detentora de pequeno poder, declina a caneta sobre a escrivaninha em embaúba e leva a mão na agenda para confirmar os horários das consultas.
Eliaquim com a boca extremamente seca devido às medicações caminha até o bebedouro para aliviar a sua fármaco-sede, já com o questionamento principal a martelar a sua vida e de uma vez por todas, doutor Sadman hei de dar uma resposta.
Elisa, hábil no trato com os pacientes, aponta para o sofá de alvenaria almofadado do consultório particular e pede para Eliaquim se sentar, pois ainda há quinze minutos até o seu horário agendado.
Questionamento à espera.
Eliaquim para em demasia para observar a sua volta, em quase tudo, ele encontra a sua história e nesta busca chega ao ponto de procurar possíveis algozes, sinais, mensagens entre as edificações da cidade de Araçatuba.
No alto de sua espera, olha profundamente para um quadro em natureza morta, donde se vê a pintura de uma cesta de frutas em madeira marrom escaldante, dentro dela, estão, maças bem mais vermelhas das servidas a princesa, bananas maduras, morangos, cajus e carambolas e do meio das frutas saltam dois anjos, um magro e outro gordo.
Aqueles anjos ressuscitaram na mente de Eliaquim, as linhas de Francuais Quabón, junto as duras lembranças de toda a evolução das sociedades humanas, a falta da terra e de sementes para quem dele um dia viveu, tirou e deseja ver a semente híbrida e brotar da terra como antes.
Das asas dos anjos, uma pequena moldura em alto-relevo prateado se mostra aos olhos mais atentos com um dizer, "viva com que tens".
Os escritos levaram Eliaquim a pensar no abandono da simplicidade no ato de escrever e como essas escritas se propõe ao diálogo com os demais seres humanos, fora das cercas das Universidades.
Escrever para todos compreenderem o desenvolvimento da ciência e sua produção, não apenas é mais digno, quanto ao investimento dos impostos pagos para dar vida a pesquisa, ao ensino e a extensão, pois, uma das ideias mais complexa e democráticas é se fazer entender de modo simples, de maneira, a se chegar ao maior número de pessoas do gentil.
Em um consultório particular psiquiátrico, o quê representam os anjos? Mas, antes de Eliaquim chegar a alguma conclusão, Elisa o chama para assinar a ficha de entrada para a consulta.
No Breu, Mais Uma Vez!
Eliaquim adentra o corredor das salas dos consultórios de psiquiatria, doutor Sadman com seu jaleco branco e com a pasta de amostras grátis, o espera na porta: "Entre, deite no divã, vamos conversar um pouco sobre esse assunto quão urgente, no qual, o senhor enviou-me uma poesia, nesta pude sentir um pouco de mágoa quanto a sua vida, ou seria, problema com as consultas"?
O paciente, cabelos crespos, cheios até de mais, passa as mãos de forma rude na barba grande sem fazer em demasia, com uma voz suave tenta se colocar, "não estou bem, nem com o tratamento, muito menos comigo mesmo".
Do pedestal do seu poderio médico, assim como o de usual, interrompe as reclamações a serem tratadas pelo paciente Eliaquim, "você deve me escutar, está alucinando outra vez, já lhe disse, todas às vezes, onde você pensar em contestar a minha autoridade médica, simplesmente, aumento a dosagem de seus remédios ou o encaminho para nova internação" inquere, doutor Sadman.
Buscando Luz.
Mais uma vez, espero me ver mais calmo ao fim dessa consulta. Qual o motivo de uma poesia onde o degredo é tema em todas as estrofes e versos? Já pensou na possibilidade de estar passando por outra crise", avalia o doutor Sadman.
Eliaquim, sem medo de ser dopado mais uma vez, ou voltar a estadia nos chãos frios do hospital psiquiátrico Benedita Fernandes, vai logo dizendo: "Estou em crise? A crise real, não é a verdade da minha tarefa árdua e de todos ao passar por essa ou outras portas de consultórios psiquiátricos, na condição de paciente ter de admitir em todos os lugares e conversas o meu cadastro internacional de doença (C.I.D)".
As lágrimas, algo a levar ao êxtase, psiquiatras e psicólogos clínicos, em nenhum momento, não rolaram de verdade dentro daquela sala e do tratamento, essa conquista não terás de mim, desde a primeira internação deixará claro aos amigos, o jovem.
Eliaquim não aguentava mais, precisava falar, esse sapo não engoliria sem pelo menos jogar um punhado de sal na situação: "sabe doutor Sadman, este protocolo de publicização individual de minha doença é um estigma para carregar, ele destroi o paciente, serve apenas, a um descompasso desleal para todos da sociedade possa se colocar a um patamar a cima dos pacientes, ou seja, é uma forma de vocês se acharem melhor".
Relógio Quebrado.
Pela primeira vez, doutor Sadman deixa de lado o caderno de anotações e as fichas de preenchimento, "as coisas são como são Eliaquim, enquanto as suas histórias não serem comprovadas, creio, elas nunca ocorrerão, você vai continuar o tratamento comigo e vai tomar o remédio, vou ser complacente com sua vida, vou deixá-lo ir, sem acréscimos na medicação" e não de usual, termina a sessão de tratamento, antes da hora.
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Mini story.
Little birds will pass by.
Eric Costa e Silva
Eliaquim, dressed in Sunday clothes, with his head down, enters panting through the office door, his dull skin, his bulging red eyes and his previously rebellious soul, from now on will carry the new fate of his constant duty to reaffirm himself.
The receptionist Elisa wears a moss green suit, garter pants of the same color and a white blouse and from the top of her chair holding a small power, puts her pen on the embaúva desk and takes her hand to the diary to confirm the appointment times .
Eliaquim, with his mouth extremely dry due to the medications, walks to the water fountain to alleviate his drug thirst, with the main question gnawing at his life and once and for all, Doctor Sadman, I will give an answer.
Elisa, skilled in dealing with patients, points to the cushioned masonry sofa in the private office and asks Eliaquim to sit down, as there are still fifteen minutes until his scheduled appointment.
Questioning waiting.
Eliaquim stops a lot to observe his return, in almost everything, he finds his story and in this search he reaches the point of looking for possible executioners, signs, messages among the buildings of the city of Araçatuba.
At the top of his wait, he looks deeply at a still life painting, where you can see the painting of a basket of fruits in scorching brown wood, inside it, there are much redder apples than those served to the princesa, ripe bananas, strawberries, cashews and star fruit and from the middle of the fruits two angels jump out, one thing and the other fat.
Those angels resurrected in Eliaquim's mind, the lines of Francuais Quabón, along with the harsh memories of the entire evolution of human societies, the lack of land and seeds for those who once lived on it, took and want to see the hybrid seed and sprout from the land as before.
From the wings of the angels, a small frame in silver relief appears to the most attentive eyes with a saying, "live with what you have".
The writings led Eliaquim to think about the abandonment of simplicity in the act of writing and how these writings propose dialogue with other human beings, outside the walls of Universities.
Writing so that everyone can understand the development of science and its production is not only more worthy, as is the investment of taxes paid to give life to research, teaching and extension, as one of the most complex and democratic ideas is to make oneself understood in a simple way, in a way, to reach the greatest number of kind people.
In a private psychiatric office, what do the angels represent? But, before Eliaquim reaches any conclusion, Elisa calls him to sign the entry form for the consultation.
In the Pitch, Once Again!
Eliaquim enters the corridor of the psychiatry office rooms, Doctor Sadman in his white coat and with the folder of free samples, waits for him at the door: "Come in, lie down on the couch, let's talk a little about this very urgent matter, in which, You sent me a poem, in which I felt a little hurt about your life, or was it a problem with the consultations"?
The patient, with frizzy, even thick hair, runs his hands roughly through his long beard without trimming it too much, with a soft voice trying to say, "I'm not well, not even with the treatment, much less with myself".
From the pedestal of his medical power, as usual, he interrupts the complaints to be treated by the patient Eliaquim, "you must listen to me, you are hallucinating again, I have already told you, every time, where you think about contesting my authority doctor, simply increase the dosage of your medicines or send you to a new hospital" asks, Dr. Sadman.
Seeking Light.
Once again, I hope to find myself calmer at the end of this consultation. What is the reason for a poem where exile is a theme in all the stanzas and verses? Have you ever thought about the possibility that you are going through another crisis", says Dr. Sadman.
Eliaquim, without fear of being drugged once again, or returning to the cold floors of the Benedita Fernandes psychiatric hospital, immediately says: "Am I in crisis? The real crisis, isn't it, the truth of my arduous task and that of everyone as I go through this or other doors of psychiatric offices, as a patient having to admit my international disease registry (C.I.D) in every place and conversation".
The tears, something to lead to ecstasy, psychiatrists and clinical psychologists, at no time, did not actually flow inside that room and the treatment, this achievement you will not have from me, since the first hospitalization I had made it clear to my friends, the young man.
Eliaquim couldn't take it anymore, he needed to speak, this frog wouldn't swallow it without at least throwing a handful of salt into the situation: "you know, Doctor Sadman, this protocol of individual publicization of my disease is a stigma to bear, it destroys the patient, it only serves, to an unfair imbalance for everyone in society.

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