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“RN22 – O Silêncio na Fonte….

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  Primeira Pessoa: Conto por Eric Oliveira Costa e Silva. Em 1997, a fonte da vida se tornou fonte de medo. A água que saciava a cidade de Presidente Prudente estava ferida, envenenada por algo que ninguém sabia nomear. Quando os portões da mesma na FCT-UNESP se fecharam para conter a contaminação, um silêncio denso se espalhou pela cidade. Um nome começou a surgir nos corredores acadêmicos: RN22 . Eu era apenas um voluntário quando decidi mergulhar naquilo que chamavam de perigo. Disseram-me: “Espere pelo funcionário, ele trará os equipamentos de segurança.” Esperei por alguns minutos. Mas, na minha cabeça, cada gota perdida era uma sentença para a cidade. Quando ele chegou, sorridente e atrasado, eu não quis ouvir nada. Arranquei-lhe os aparatos das mãos e mergulhei fundo na abertura, em busca de uma amostra que poderia salvar milhares. Naquele instante, a ciência para mim não era teoria, nem mesmo um aparato simbólico surreal: era urgência. Anos depois, no limiar do novo milêni...

O quê é a Poesia?

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Eric Oliveira Costa e Silva. Bem-vindo a minhas letras, cada uma, ao encontrar seu tempo de leitura é um elo a unificar mundos em um reluzir latente de histórias garimpadas no cotidiano deste seu prosador e poeta. Nesta crônica irás rondar a cada canto da sala dos passos de prosas poéticas perdidas e sob o manto de "bites". Convido-o a puxar o banco e deixar desarmar-se os escudos dos distanciamentos e se achegar à invisível querência da foz rente do prosaísmo. Sente! Calce as botas de veredas literárias, este nosso encontro, sempre serás, um ato de pertencimento da tribo de quem gosta, lê e quem sabe de forma obstinada, faz ou um dia, fará literatura. Deste espaço espero a sua vontade latente de andar nos meandros das almas a emergir de searas da esfera individual. Nele, tu poderás correr os olhos de leitura sobre as lentes de paredes, um barco e os amontoados de coisas, cujo tempo permite partida e, ao mesmo tempo, encontro de formas, forjadas, fornalha, forçada do permitir...

Um Grito Interior

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  <Prosa Poética>   Imagem de  Myriam Zilles  por  Pixabay     [...] Oh! Deuda do Templo do ir e vir abaixo de qualquer tom de nuvem, suplicamos as torrentes aluviais, não nos abandone o direito de amar princípio de nós e de eu” .   Na prateleira, do esforço de cura, estão os direitos, eles não os têm lado, eles os são mimeses incansáveis, flores construídas junto a muitos cantos vocais. Não nos abandone os deveres de busca pela cura.   Deste poente, poema ponderado não queremos a querência imediata de dores provocadas por aquilo que muitas crianças chamam de parasito, a temida doença. Não nos vales, a vala, do vale comum, a volver o choro dos vencedores sob lares dos sorrisos vencidos, onde o fim da doença em termino é a morte.   Democracia amiúde, são desejosas nossas lavras, não nos abandone, a compaixão que é Fé, Ciência e Razão, vão sempre há nos guardar. Nos momentos de dor, há de ...