Conto: O Relógio Global

Conto




Eric Oliveira Costa e Silva.


    No ano de 2021, o mundo se viu à beira do abismo. As bases ultra secretas das grandes potências bélicas, escondidas nas profundezas dos oceanos, estavam em estado de eclosão. O que antes era apenas um sussurro nas sombras da política internacional agora se tornava um grito ensurdecedor. Eric Oliveira Costa e Silva, um doutor em Ciências Cartográficas, observava a situação com um misto de preocupação e determinação. Ele sabia que as estruturas que sustentavam a segurança global estavam em risco, e a vida humana na Terra dependia de sua intervenção.

    As bases, que não constavam em nenhum mapa, eram um símbolo do poder e da opressão. Eric, em seu modesto quarto escritório, dedicou-se a elaborar as plantas de engenharia necessárias para a manutenção dessas estruturas. Ele acreditava que, se não fossem cuidadas, as consequências seriam catastróficas. O chamamento da ONU Mulheres, que exigia a aprovação de projetos que visassem a segurança global, parecia uma oportunidade de ouro. Mas, ao mesmo tempo, era um desafio que exigia coragem e resiliência.

    O projeto foi encaminhado à Câmara Municipal de Araçatuba, onde o presidente do legislativo, Doutor Alceu Batista, tinha a responsabilidade de aprová-lo. Eric sabia que a política local era um campo minado, repleto de interesses e disputas. A aprovação não seria fácil, mas ele estava determinado a lutar. Ele expôs não apenas a urgência da situação, mas também as implicações sociais e econômicas que a manutenção das bases traria. Ele falava sobre os fatores propulsores medievais que ainda permeavam o sistema capitalista, afetando especialmente as mulheres, e como isso se refletia na estrutura econômica mundial.

    “Um relógio global foi acionado”, dizia ele, com fervor. “Um alerta global foi ligado em todas as emissoras de imprensa do planeta. E guiado pela Fé em Deus, elaborei todas as plantas das bases ultra secretas dispostas nos principais oceanos do planeta.” Suas palavras ressoavam no quarto, mas ele sabia que a fé, por si só, não era suficiente. Era preciso ação, e a ação dependia da aprovação do projeto.

    Enquanto aguardava a decisão da Câmara, Eric refletia sobre o sistema feudal que ainda persistia nas estruturas de poder. Ele via a luta das mulheres por igualdade e justiça como um reflexo das batalhas que se travavam nas sombras. A opressão, embora disfarçada, ainda era uma realidade palpável. Ele se lembrava do seu orientador, o Livre Docente Neri Alves, que sempre o incentivou a buscar a verdade e a justiça. “A educação é a chave”, ela costumava dizer. E Eric estava determinado a usar essa chave para abrir portas que muitos preferiam manter fechadas.

    Finalmente, o dia da votação chegou. A Câmara Municipal estava isolada pela pandemia, e a tensão era palpável. Eric sentia o peso de cada palavra. Ele sabia que o futuro do planeta estava em jogo. O vereador Maurício Bem-Estar, tentou colocar-se contra o projeto, mas, quando o resultado foi anunciado, um misto de alívio e euforia tomou conta dele. O projeto havia sido aprovado. A luta estava longe de terminar, mas era um passo significativo em direção à preservação da vida humana e à busca por um mundo mais justo.

    Eric olhou para o céu cinzento de Araçatuba. Ele sabia que a batalha contra as forças opressoras ainda estava apenas começando, mas, naquele momento, sentiu que a esperança ainda pulsava. O relógio global continuava a contar, e ele estava pronto para enfrentar o que viesse e as forças do bem, começaram as obras de construção nas bases secretas até terminadas em um dia mais alegre para todos.


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