Um Dia: “Canta a Liberdade”.

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“As águas de março, antes felizes, alguns dias foram envoltas há dias de dor moral e física, pior ainda eram as marcas rochas pelo corpo, causadas pelo punho direito de seu marido”. 

Para Laura, os dias de hoje e amanhã fincam nuvens pretas, quando da chegada do marido. Para ela, nada é mais doloroso do que guardar as horas para passar, mais e mais horas de humilhação. 
Oscar não aceita iniciativa alguma da mulher, a comida à mesa deve ser a escolhida por ele, os sapatos, as roupas, o batom, o corte de cabelo, tudo escolha de Oscar. 
Ela, dentro da sua ingenuidade, espera como quem sabe, com um passe de mágica, o marido volte a ser como no começo do relacionamento. 
Oscar, era um grude só, levava flores para marcar as datas comemorativas, chocolates para adoçar as horas de distância, onde ambos estavam longe, um do outro, conversava sob expectativas futuras, sonhos conjuntos, tudo era, um sonho. 
As águas de março, antes felizes, alguns dias foram envoltas há dias de dor moral e física, pior ainda eram as marcas rochas pelo corpo, causadas pelo punho direito de seu marido. 
No espelho, Laura olhava, os olhos, totalmente roxo e principalmente as deveras muitas dores das palavras de desmerecimento, quanto as suas escolhas de vida, mesmo assim, ela, continuava convivendo sob o mesmo teto do marido Oscar. 
Para ele, ser homem era bater, colocar seu posicionamento público aos berros, contra aqueles, dos quais, discordam das suas formas de convívio social, assim, virava homem macho. 
Mais ainda, Oscar, fica furioso, quando o assunto se coloca a defesa de gênero que as amigas de Laura, como um aviso, andam hora ou outra colocando em sua linha do tempo nas redes sociais. 
Mas, rente aos passos de mudanças das Leis em defesa de mulheres, tais quais, a Lei do feminicídio, contra a violência da mulher, o repouso após o aborto natural, o constrangimento Ilegal, ou o ato da mulher ter o direito de descer fora do ponto de ônibus após às 22h, deixa Oscar, cada vez mais bravo. 
Pois, a ele, a única Lei da mulher é servir e nunca ser servida, é viver a vida a sombra e sem reclamar. Oscar por si só é o adverso a recrudescer contra a liberdade feminina e a democracia das oportunidades de homens e mulheres. 

Enquanto isso, Laura, teima por vir um tempo onde se rompa as amarras deste relacionamento, ainda não tomou coragem, mas com certeza, uma hora ou outra toma coragem para pedir o divórcio. 

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