Eric Oliveira Costa e Silva Venha leitor, nos de o deleite de ser lido, uma vez, pois, na lista deste velho-jovem Aedo já figuram o ato de salvar a vida dos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva, quando dos dias de labor na Agência Brasileira de Inteligência, outrora, cabe contar cada um destes feitos em duas crônicas urbanas. Antes de mais nada, você sabe o quê é uma crônica urbana? Sabe o quê é um texto jornalístico em primeira pessoa? Ambos estão ao seu olhar, a um salto em primeira pessoa. A Crônica urbana é um gênero textual que retrata a vida nas cidades, por meio de histórias que refletem o cotidiano. Já o texto jornalístico em primeira pessoa é um diferencial humanizado do saber-fazer, jornalístico. Agora me reporto ao tempo de Almirante Terra-Ar-Terra com o ouvido dolorido para o dia da entre tarde, onde meu corpo pairava no ar de pé em cima de uma tampão pluvial, tomado aos céus pela ajuda providencial de um morteiro, do qual pegou propulsão p...
Primeira Pessoa: Conto por Eric Oliveira Costa e Silva. Em 1997, a fonte da vida se tornou fonte de medo. A água que saciava a cidade de Presidente Prudente estava ferida, envenenada por algo que ninguém sabia nomear. Quando os portões da mesma na FCT-UNESP se fecharam para conter a contaminação, um silêncio denso se espalhou pela cidade. Um nome começou a surgir nos corredores acadêmicos: RN22 . Eu era apenas um voluntário quando decidi mergulhar naquilo que chamavam de perigo. Disseram-me: “Espere pelo funcionário, ele trará os equipamentos de segurança.” Esperei por alguns minutos. Mas, na minha cabeça, cada gota perdida era uma sentença para a cidade. Quando ele chegou, sorridente e atrasado, eu não quis ouvir nada. Arranquei-lhe os aparatos das mãos e mergulhei fundo na abertura, em busca de uma amostra que poderia salvar milhares. Naquele instante, a ciência para mim não era teoria, nem mesmo um aparato simbólico surreal: era urgência. Anos depois, no limiar do novo milêni...
Miniconto. Now in English Scroll the Text bar Eric Oliveira Costa e Silva Eliaquim, vestido com roupa de domingo, cabisbaixo, entra ofegante pela porta do consultório, sua pele opaca, os olhos avermelhados esbugalhados e sua alma, antes rebelde, daqui em diante carregarão a nova sina do seu dever constante de reafirmação de si próprio. A recepcionista Elisa veste um terninho verde musgo, uma calça league da mesma cor e uma blusa branca e do alto da tua cadeira detentora de pequeno poder, declina a caneta sobre a escrivaninha em embaúba e leva a mão na agenda para confirmar os horários das consultas. Eliaquim com a boca extremamente seca devido às medicações caminha até o bebedouro para aliviar a sua fármaco-sede, já com o questionamento principal a martelar a sua vida e de uma vez por todas, doutor Sadman hei de dar uma resposta. Elisa, hábil no trato com os pacientes, aponta para o sofá de alvenaria almofadado do consultório particular e pede para Eliaquim se sentar, pois ainda há qui...
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